Mundo
Guterres: "O Direito Internacional foi descartado. As divisões geopolíticas aprofundaram-se"
No último discurso na Assembleia Geral como secretário das Nações Unidas, António Guterres fez um retrato da última década marcada por conflitos e não deixou de alerta para os riscos da inteligência artificial.
Perante a plateia da Assembleia Geral das ONU, naquele que foi o seu último discurso antes de deixar a liderança das Nações Unidas, António Guterres deixou vários alertas aos chefes de Estado e de Governo presentes em Nova Iorque.
O antigo primeiro-ministro português alerta para o que entende ser “uma convergência de ameaças sem precedentes” no mundo, salientando que as fraturas do mundo atual estão a alargar-se e as “fissuras tornaram-se abismos”.
Numa década marcada pelo regresso da guerra à Europa e ao Médio Oriente, Guterres enumerou as consequências que se arrastaram para “uma crueldade desprezível”, lembrando os civis inocentes.
"O direito internacional foi descartado. As divisões geopolíticas aprofundaram-se. As desigualdades intensificaram-se. A confiança desgastou-se. A crise climática passou de um alerta longínquo para uma realidade diária. E a inteligência artificial avançou a uma velocidade que apanhou de surpresa até mesmo aqueles que a criaram", apontou.
"Não são crises isoladas. São capítulos da mesma história. A história do poder. Quem o detém. A quem é negado. Como é utilizado. E como está a mudar", acrescentou o líder da ONU.
Num segmento do seu discurso totalmente dedicado à inteligência artificial (IA), perante dezenas de chefes de Estado e de Governo em Nova Iorque, Guterres sublinhou que os executivos com maiores capacidades nesta área têm uma responsabilidade acrescida perante a humanidade.
O líder da ONU advertiu para os perigos da tecnologia sem responsabilidade, da capacidade sem supervisão e da tomada de decisões sem transparência.
No debate anual da Assembleia-Geral da ONU, Guterres frisou que o primeiro dever de um Governo é proteger o seu povo e, nesse sentido, os executivos devem assumir responsabilidades face aos perigos resultantes da IA.
"Os Governos com as maiores capacidades em IA têm as maiores responsabilidades para com a humanidade. (...) Os países que lideram esta revolução tecnológica devem partilhar informação sobre os riscos emergentes para a segurança. Cooperar nos testes e avaliações. E trabalhar em prol de salvaguardas comuns que nos protejam a todos", apelou.
O antigo primeiro-ministro português alerta para o que entende ser “uma convergência de ameaças sem precedentes” no mundo, salientando que as fraturas do mundo atual estão a alargar-se e as “fissuras tornaram-se abismos”.
Numa década marcada pelo regresso da guerra à Europa e ao Médio Oriente, Guterres enumerou as consequências que se arrastaram para “uma crueldade desprezível”, lembrando os civis inocentes.
"O direito internacional foi descartado. As divisões geopolíticas aprofundaram-se. As desigualdades intensificaram-se. A confiança desgastou-se. A crise climática passou de um alerta longínquo para uma realidade diária. E a inteligência artificial avançou a uma velocidade que apanhou de surpresa até mesmo aqueles que a criaram", apontou.
"Não são crises isoladas. São capítulos da mesma história. A história do poder. Quem o detém. A quem é negado. Como é utilizado. E como está a mudar", acrescentou o líder da ONU.
Inteligência artificial: "O perigo não pode ser minimizado"
Num segmento do seu discurso totalmente dedicado à inteligência artificial (IA), perante dezenas de chefes de Estado e de Governo em Nova Iorque, Guterres sublinhou que os executivos com maiores capacidades nesta área têm uma responsabilidade acrescida perante a humanidade.
O líder da ONU advertiu para os perigos da tecnologia sem responsabilidade, da capacidade sem supervisão e da tomada de decisões sem transparência.
"Este perigo não pode ser minimizado. Os próprios programadores que constroem estes sistemas estão agora a fazer soar o alarme", disse, ao recordar os alertas recentes deixados pela indústria de IA, que defendeu limites ao desenvolvimento de ponta e advertiu para os perigos do ritmo acelerado a que esta tecnologia se está a desenvolver.
No debate anual da Assembleia-Geral da ONU, Guterres frisou que o primeiro dever de um Governo é proteger o seu povo e, nesse sentido, os executivos devem assumir responsabilidades face aos perigos resultantes da IA.
"Os Governos com as maiores capacidades em IA têm as maiores responsabilidades para com a humanidade. (...) Os países que lideram esta revolução tecnológica devem partilhar informação sobre os riscos emergentes para a segurança. Cooperar nos testes e avaliações. E trabalhar em prol de salvaguardas comuns que nos protejam a todos", apelou.
"Governar a inteligência artificial antes que ela nos governe", sublinhou.
(com agências)